Cegep Bois de Bologne

Publié par JEF | | Posted On samedi 13 août 2011 at 18 h 19

Olá meu povo! Quanto tempo ein? Mas o blog, como vocês já puderam notar, já está numa outra fase...


Vou sair temporariamente do meu trabalho para poder fazer um curso no Cegep Bois de Bologne. Calma, não serei vaqueiro... para Bois leia-se “boá” (Madeira), hahahaha! Temporariamente, porque a minha chefe está me apoiando em busca de melhor capacitação professional, e por tanto vai me dar dois meses de folga (não remunerado é claro) para poder me capacitar. Essa é uma das razões pela qual eu gosto tanto do terceiro setor – organizações não governamentais sem fins lucrativos - a visão de serviço para uma causa maior que o enriquecimento alheio, o que deixa as pessoas mais sensíveis, mais humanas. Ja estava fazendo uns oito anos que eu estava trabalhando no Terceiro Setor, somando o trabalho no Brasil e aqui, e se eu sair certamente vou sentir falta desse ambiente. Mas como preciso progredir profissionalmente para dar uma melhor vida para minha família, estarei sacrificando essa carreira no Terceiro Setor, para buscar algo que tenha mais a ver com a minha formação, ou outra formação, mas que me leve a progredir profissionalmente.

Estive sempre em dúvida no que estudar, se algo ligado à minha formação, ou outro campo professional como TI. Fiquei muito balançado em fazer um AEC em Web Developing , ou em Redes, ou então um AEC ou DEP em contabilidade mesmo, mas surgiu a oportunidade de fazer um AEC de apenas sete semanas para trabalhar como Caixa de Banco. A taxa de empregabilidade desse programa é quase 100%, o que me atraiu muito, porque é curto e te joga no mercado de trabalho. O bom dos AECs é isso. São de curta duração, possui estágio no final, e é muito bem reconhecido pelo Mercado de trabalho.

Fiz uma prova e uma entrevista no Cegep Bois de Bologne para fazer esse programa super concorrido, e acabei passando e sendo aceito. Começarei a estudar no dia 12 de setembro, e terminarei no dia 18 de novembro. Caso eu não consiga emprego, farei outro AEC em Contabilidade, mas em ingles. O AEC de Caixa é francês.

Como não posso prever se ficaremos aqui no Canadã o resto de nossas vidas, principalmente vendo que minha esposa não está feliz, eu tenho que fazer projetos visando beneficio dos dois lados, ou seja, que seja útil tanto para aqui quanto para o Brasil, e essa é a razão pela qual eu ainda não mudei de vez para TI, o que seria muito bom para mim aqui no Canadá mas não para o Brasil, celeiro de ótimos TIs mal-remunerados.

Essa vontade por TI surgiu depois de ver um amigo vizinho que mudou totalmente de área professional para TI (Redes) e foi só acabar seu AEC que já começou a trabalhar e já está ganhando um salário bem legal para iniciante. Mas receio que não possa fazer isso pelo fato que estou sempre com a sensação que estou morando numa casa de palha que pode voar a qualquer momento. Então por enquanto fico com o meu AEC em banco, que pode ser útil para aqui e para o Brasil. Depois verei o que poderei fazer, dentro do projeto maior de Deus.

Grande abraço e saudades de todos,

Jef

CASCM - Ajuda aos recem chegados em Portugues

Publié par Raïssa Lages | | Posted On samedi 14 mai 2011 at 11 h 35

Oi, pessoal.

A partir de agora, muitos comecarao a chegar e apesar de termos estudado frances, parece-me que ao chegarmos, o nervosismo, aliado ao sotaque quebecois, convencem-nos de que falam outra lingua aqui. O MICC, ministerio de Integracao, eh um dos primeiros orgaos que devemos procurar ao chegar e ter alguem que possa entender o que falamos seria maravilhoso. Assim, uma amiga da comunidade brasileira, enviou-nos nessa semana os detalhes do orgao em que trabalha, o qual, em parceria com o MICC, da todas as instrucoes, gratuitamente, de para onde o novo imigrante deve se dirigir. Se voce vai chegar aqui e nao conhece muitas pessoas ou estao todos trabalhando e voce tera que "se virar sozinho", no primeiro dia, ligue para la e marque um rendezvous. Eles funcionam de segunda a sexta, porem eh sempre bom ligar antes pq tudo aqui precisa ser marcado. Quem sabe, desde o Brasil, voce ja nao envia um e-mail cascm@bellnet.ca e ja deixa acertado o dia e horario para aparecer por la. O atendimento pode ser em Portugues e a ajuda abrange orientacoes nas areas de empregabilidade, moradia, renda, imigracao, educacao, saude, justica, consumo, adaptacao psicosocial e integracao social.

CASCM
32, Boul. Saint Joseph O. Montreal H2T 2P3
(514) 8428045


Boa sorte aos que chegam!!! O clima esta perfeito e a primavera eh linda!!!

Pascoa e um ano de Canada

Publié par JEF | | Posted On dimanche 24 avril 2011 at 14 h 47



Olá pessoal,

Nem dá para acreditar que um ano já se passou desde nossa chegada. Lembro-me que no dia 23 de abril de 2010 estavamos entrando no avião e chegando aqui na madrugada do dia 24.

Logo no aeroporto já fomos bem recebidos por um casal fantástico (Seta e Mike) que foi nos buscar com dois carros. Esse casal também nos levou para o apartamento em Cote des Neiges que eles nos tinham ajudado a alugar, e ao chegar lá vimos que tinham feito uma feira para nós. Vimos muito a mão e o carinho de Deus por nós através da vida desse casal.

Passamos por momentos turbulentos e também emocionantes nesse apartamento, entre momentos de tristeza por termos sido vitimas de fraude de cartão de crédito, como também grande alegria de Raissa arrumar um emprego na mesma garderie de Nanda.

Ficamos nesse apartamento até julho e depois viemos para Mercier, perto da estação Cadillac, conhecida como Casa Amarela ou Nova Pernambuco do Quebec, pois perto de nossa casa tem no minimo umas 15 famílias brasileiras, em sua grande maioria de pernambucanos.
Depois entrei na francisação onde meu nível de ansiedade diminuiu para menos da metade (é super importante estar ocupado nesse momento de adaptação, pois as coisas aqui acontecem lentamente).
Na francisação arrumerrei um emprego no Canadian Tire, e depois no Affiliated. Depois fui trabalhar na Mission Bon Accueil (mas isso já este ano).

Desde nossa chegada frenquentamos uma igreja Calvary Chapel (que frenquentamos por uns 4 anos no Brasil) e lá entrei no grupo de louvor. Hoje estou até substituindo o lider de louvor por algum tempo, e provávelmente vão perceber o meu chamado para isso, o que me traz muita alegria nesta vida, louvar e adorar esse Deus maravilhoso.

Nos primeiros meses foram muito dificil, estávamos muito preocupados com os gastos e portanto sempre pegávamos as cestas de alimentos e as doações. Hoje em dia já não pegamos com tanta frequencia, mas ainda é uma grande ajuda para nós.
Depois, com a chegada do emprego e com uma renda mais fixa as coisas começaram a melhorar bastante. Hoje já estamos entrando no segundo ano de contrato de aluguel, com o apartamento todo montado e mobiliado, carrinho e com intenções de dar entrada em nossa casinha. Aqui qualquer casal onde os dois ganhem um salário mínimo, já consegue um financiamento para comprar uma casa, pagar em 20 anos com suaves prestações com 2-3% de juros ao ano. É até burrice ficar pagando aluguel por muito tempo.
No nosso caso, ainda estamos estudando a possibilidade de irmos para a parte inglesa, portanto preferimos não dar entrada numa casa.
É super importante que os dois tenham um cartão de crédito para construir um histórico de crédito, como Raissa não tirou no inicio, ela ainda não tem histórico.
Recomendo o programa Bienvenue do Scotia Bank, que dá uma conta sem depósito inicial, com um cartão visa para cada com limite de 1000 dólares para imigrantes recém chegados.

Quanto ao trabalho, ainda não conseguimos algo melhor por causa de nosso francês que ainda não está tão bom, apesar de uma certa fluência, mas nossa escrita e vocabulário ainda não são suficientes para arrumarmos algo melhor.
Eu conseguí, e consigo entrar na minha área (contabilidade) quando quiser, por causa da alta de manda de mão de obra daqui, o problema é permanecer no emprego, e não quero apanhar novamente. Minha experiência no Affiliated me mostrou isso. Não adianta entrar, mas tem que saber a cultura empresarial daqui e saber fazer rápido e muitos não estão dispostos a nos treinar. Como não estava produzindo em tempo hábil, e por conta de uma auditoria (o que deixou os diretores todos nervosos para limpar as contas) acabei sendo cortado com alguns outros funcionários, e um dos motivos foi não conseguir fazer as tarefas rapidamente.
Tendo isso em vista, estou querendo fazer algum curso técnico (DEP ou AEC) de contabilidade, que é geralmente um ano. Muita gente prefere fazer um DEC (um técnico mais extenso que lhe prepara para um bacharel) de dois anos, ou bacharel (BAC) de três anos, ou uma pós (Certificat) de um ano, mas tenho observado que quem faz esses três últimos, principalmente o BAC e Certificat, sente muita dificuldade pois é bem mais difícil, e impossivel de reconciliar com trabalho.
Também creio que um técnico de curta duração se enquandra melhor para minhas condições aqui de pai que precisa trabalhar urgente, primeiro porque termina mais rápido e depois porque é bem prático e ensina tudo o que você precisa saber para fazer nas empresas.

Andei também pensando muito em mudar de área, para TI, mas vi que o caminho seria bem
mais longo e seria um analfabeto no meio dos Hackers, acabei desistindo, acho melhor tirar a ferrugem e estudar como funciona a contabilidade daqui do Canada, especificamente do Quebec.

Bem gente, até aqui tudo caminhou super bem, dentro do que já sabíamos, mas a prática ~e bem mais difícil que imaginamos!! O lado difícil é o nosso emocional para aguentar tanta mudança e barreiras culturais e da língua. Não é maravilhoso como muita gente imagina, pelo contrário, há muitas coisas melhores no Brasil (principalmente os parentes), mas só o fato de estar longe da violência, corrupção e ter um leque de oportunidades e possibilidades para a minha família, isso já é mais que suficiente para me fazer (pelo menos eu) querer ficar aqui.


PÁSCOA

Não poderia terminar esse post sem falar um pouco sobre a páscoa, cuja palavra significa passagem, época em que o povo de Israel saiu da escravidão do Egito à caminho da Terra Prometida. No dia que saíram, eles mataram uma ovelha e passaram o sangue na portas, e quem tivesse a marca do sangue na porta não morreria. Jesus ele foi chamado por João Batista de "O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" antes mesmo de morrer, predizendo a sua morte, que "coincidentemente" aconteceu na páscoa, na cruz feita de umbrais de portas.
A partir de então, nós cristãos celebramos esse dia como a morte e a ressurreição do Cordeiro de Deus, nossa passagem da morte e escravidão do pecado para a vida e liberdade. Quem tem essa marca terá a vida eterna com Deus.

Obrigado Senhor por esse presente!



Direito de resposta :)

Publié par Raïssa Lages | | Posted On lundi 7 février 2011 at 21 h 58

Oi, gente!
Como vao todos? Espero que bem e ao mesmo tempo felizes pela nossa novidade da semana. Foi muito bom aliviar um pouco a tensao e curtir essa semana do novo emprego de Jef. Bem, nos comentarios que tanto aprecio ler, algumas pessoas parecem ter tido a impressao de que estou desanimada com as dificuldades iniciais desse processo. Deixem-me explicar o que acontece: viemos para ca para ter uma experiencia internacional, acreditamos ter ouvido de Deus indicacoes de que nesse momento deveriamos estar aqui e acima de tudo, eu, "bobamente" achei que conseguiria ficar longe de minha familia. Eh verdade que ando sem medo nas ruas e que nao escuto buzina e a sujeira existe, porem nem se compara ao de Recife. Nao tem o calor de torar do Recife e nem os precos exorbitantes de escola. Contudo, nao tem o cheiro do meu pai, o abraco e minha avo, meus sobrinhos que nasceram enquanto estavamos aqui, por perto. O poder de compra eh muito grande, mas se trabalha muito tambem. Sem uma funcionaria, quase metade do tempo livre eh gasto nos afazeres da casa...Eu nao to dizendo que quero voltar hoje, ou que odeio o Canada. A experiencia eh valida e acho que 3 anos sera um tempo bom para parar e ver se vale a pena. Devemos pesar. Nao desencorajo ninguem a vir. Nao esperei jamais que teria a mesma qualidade ou padrao de vida no 1o ano, nao sou alienada, porem sei que a rotina exaustiva de inverno, principalmente quando temos criancas pequenas, faz-me ter saudades de minha terrinha. Venham, experimentem, facam dar certo. Eu nao estou triste, eu nao estou arrependida, apenas me dou ao direito de marcar uma data para ver se vale a pena continuar, porque hoje eu ja sei que valeu a pena vir. Eu jamais serei a mesma e hoje dou valor a coisas, e principalmente, pessoas, que nao dava antes. Se isso acontecer com voces, sei que tambem vai ter valido a pena! Boa sorte a todos e continuem contando conosco!

FRIO E TRABALHO

Publié par JEF | | Posted On mercredi 2 février 2011 at 15 h 00



Olá pessoal querido,

Estou completamente sumido, mas o fato é que as coisas não vão acontecendo como esperado, então por falta de inspiração e para não desencorajar as pessoas que estão no processo, eu preferi ficar longe do blog por algum tempo. Por isso gostaria de pedir que os que acompanham o blog, se inscrevessem nele para receber notificações em seus emails de novos posts daqui, dessa forma poupariam vocês de ficarem acessando o blog sem nenhum proveito.
Enfim, mas como hoje eu tive uma boa notícia, eu resolvi escrever para compartilhá-la. Vou deixar para o fim, mas antes quero falar de duas coisas importantíssimas para uma boa adaptação aqui.





O FRIO


Até meados de Janeiro eu não estava entendendo porque tanto alardo sobre o clima canadense e sobre o inverno daqui. Mas é preciso dividir o inverno canadense em duas etapas:


Primeira etapa – Inverno Suave – de dezembro a meados de janeiro: Temperaturas entre -2 e -15, pouca neve, algumas tempestades mas sem nenhuma preocupação! Qualquer brasileiro aguenta tranquilamente. Roupas: Um casaco grosso com capuz ou um casaco flanelado grosso (muito usado aqui e que veste muito bem), luvas (às vezes), botas simples, meias simples (ou grossas dependendo do frio que a pessoa normalmente sente nos pés), um sous-vêtement, e uma calça simples (jeans ou social), camisa simples (dependendo do casaco).


Segunda etapa – Inverno Polar – de meados de janeiro até o fim do inverno - Ahhhh, aí é que o bixo pega! E quando ele chega o termometro cai logo para -22,-27 (foi numa dessa que a gasolina do nosso carro congelou e nosso carro não funcionou por dois dias), aí é que frio entra dentro da roupa, da calça e nossos pés e mãos estão sempre gelados, rsrs. Para isso temos que usar meias grossas, ou duas meias, botas de inverno, luvas sempre, cachecol dos bons, casaco pesado e grosso, duas camisas, e etc.


Quem tem carro, tem que colocar vários produtos anti-freeze para oleo, para gasolina, para o limpa-parabriza, etc. O carro fica nojento com o sal e a neve, essa combinação acaba com o carro! Mas ninguem lava o carro porque lava de manhã e à noite o carro já está todo sujo de novo!


Nessa época é que começa a neve de verdade, não apenas temporais, mas como ainda estou no começo dele, portanto não posso falar. Agora, mesmo assim, não é nada insuportável, pelo menos não até agora. No inverno suave eu não sentia frio na rua, a não ser nos pés, no nariz, nas orelhas e nas mãos, e isso quando passava mais que 15 minutos no lado de fora. Agora eu estou tendo que cobrir até o rosto porque o vento e o frio doem no rosto. Mas, uma vez bem coberto, você não sente nada demais, e em todo lugar que você entra eles usam aquecedores para deixar o clima ambiente. Então acaba sendo até uma aventura, rs.


Agora posso dizer que eu pensava que seria bem pior do que eu estou experimentando, mesmo agora com esse frio polar!!! Só realmente quem odeia frio é que iria odiar o inverno aqui, mas quem gosta, não sente dificuldade nenhuma.



TRABALHO


Gente o Mercado de trabalho em Montreal está indo de mal a pior. Cada dia que passa, Montreal está cada vez mais inchado. Estava evitando falar isso, porque eu não queria desestimular as pessoas que estão vindo para cá, nem gerar polêmicas com o povo que gosta daqui, e principalmente desencorajar meus amigos que ainda estão para chegar aqui. Mas a verdade é que já pensamos e ainda estamos pensando em sair de Montreal para ir ou para Trois Rivieres, ou para Gatineau, ou até mesmo para a parte inglesa. Trois Rivieres porque Guilherme e Vanessa estão lá e estão super satisfeitos, e mais dois casais queridos estão indo para lá também. Gatineau porque é do lado de Ottawa, então o leque de oportunidades na parte inglesa é bem amplo. Mas por outro lado, por convicções cristãs, eu ainda quero perseverar mais por aqui até que o Senhor nos mostre outra direção.


Há muitos organismos aqui e em outras cidades que possuem o service de Régionalisation exatamente para desinchar Montreal. Há também muitas vagas de trabalho, mas também muita concorrencia e também os empregadores ficam sempre desconfiados com o imigrante que tem menos de um ano de Montreal porque não sabem qual será o seu paradeiro nos proximos meses!! Ou seja, possuem vagas, mas preferem ficar sem contratar. Outra coisa, quanto mais o CV for recheado de bachareis, mestrados, doutorados, etc, mais o empregador fica receioso, pois primeiro voce terá que dá um show de conhecimento, domínio e segurança em sua função, segundo porque em se tratando de um cargo para alguem sem experiência em sua area no Canadá, sem formação no Canadá, o empregador não vai querer pagar o salário que você merece, então o melhor mesmo é fazer um CV bem simples mesmo, com formação mais básica, e outro CV com formação mais elevada. Dessa forma você vai tentando nos dois lado, e quem sabe consiga algo digno de sua experiencia e formação.


Sem falar da lingua, sem francês fluente não adianta de nada. Mesmo se você tiver ingles, sem francês fluente as coisas ficam mais dificeis, isso digo em relação à nossa area de contabilidade, mas nas outras areas o povo diz a mesma coisa.
Então se você já pensou na parte inglesa porque você possui ingles fluente, não perca tempo vindo para cá, você só vai se aborrecer desnecessáriamente. Outra coisa, vir para passar um tempo para depois ir para a parte inglesa é um péssimo negócio, é desgastante fisicamente e psicológicamente porque você faz sua rede de relacionamentos aqui, se apega a muitas pessoas, e também depois de montar a sua casa toda, tem que ou vender barato ou se transportar, o que torna ainda mais difícil. Não recomendo isso de maneira alguma. Não venha para Quebec por causa de esmolas do governo para nossos filhos, etc, porque não paga o que passamos. Outra coisa, esses benefícios vão diminuindo com o passar do tempo, dependendo da idade da criança e de sua renda familiar!


A boa noticia... ontem fiz uma entrevista na Mission Bon Accueil (Welcome Hall Mission), que é uma ONG de serviço social bem forte aqui em Montreal, e hoje recebi uma ligação dizendo que eu começarei amanhã de manhã. É um trabalho de tempo integral, salário melhor do que eu esperava, mas o trabalho é um pouco manual. Minha função será fazer uma triagem das doações, do que presta e do que não presta, do que é novo e do que é velho, etc.


E o emprego em contas a pagar? Bem, estava evitando publicar, até porque às vezes eu tenho um sentimento que algumas pessoas vibram mais com as más notícias do que com as boas. Então estou aproveitando para contá-la seguido de uma boa. ;)


Depois de passar dois meses na empresa, tentando agradar meus superiores que estavam super estressados com uma auditoria que iria ocorrer, vi algumas pessoas do departamento sendo demitidas, e quando a minha supervisora começou a reclamar de algumas bobagens, notei que ela estava procurando motivo para me cortar. Na primeira semana eu recebi cinco fornecedores para gerenciar, na segunda recebi 15 e na terceira recebi 40, e ela ainda reclamou dizendo que eu não demonstrava capacidade de gerenciar mais como meus colegas mais velhos da casa. Ela deveria ter me treinado, mas passou a bola para um colega que teve que me treinar e ainda fazer o dele. Num dia que ele não veio, uma fornecedor disse que se não pagasse ele faria cobrança judicial, e adivinha pra quem sobrou a bronca?


Alguns dos meus fornecedores estavam também super atrasados (lembrando que esses fornecedores eram dela mesmo), mas que dentre eles alguns eu consegui limpar as pendencias, e outros que ainda estavam em processo, mas ela queria que eu fizesse tudo muito rápido. Por eu ser o único dos meus colegas com bacharel em contabilidade ela estava esperando muito do meu trabalho e desempenho, o que me trouxe um alto nível de estresse! Eu saía de lá respirando fundo, ofegante por causa da pressão de cada dia. Foi quando Deus disse “basta”!


Nessa transição passei dois meses desempregado, mas o que eu já sabia porque o periodo mais difícil de arrumar emprego em tempo integral aqui é o inverno e o verão. Tentei para várias empresas, várias mesmo, cheguei a fazer algumas entrevistas, mas sem êxito. Então comecei a tentar em outra areas também, foi quando apareceu este na Mission Bon Accueil, o que para mim também é muito bom porque eu trabalhei sete anos na Visão Mundial, e o Terceiro Setor é uma area que me chama muita atenção. Gostaria muito de fazer um link da contabilidade com ONGs, mas não existe nenhum curso sobre isso, pelo menos que eu saiba.
Bem, seja o que Deus quiser, amanhã estarei começando, e minha escala é de segunda a sexta das 8h às 16h, e fica perto da estação de metrô, então não precisarei pegar ônibus, só metro.


De resto, as coisas continuam as mesmas, Raissa e Nanda na Garderie, muitas faxinas pelas casa e ajuda com Nanda para comer, tomar banho, se vestir e dormir. Raissa ainda sem nenhum gosto pelo Canadá, e por ela me falar sempre que só quer passar três anos eu não sinto estimulo de investir em algum estudo! Estava pensando em mudar de profissão, mas pensando sempre em voltar tenho que no máximo fazer um curso em contabilidade que me possa ser útil no Brasil.
Estamos frenquentando a mesma igreja, Calvary Chapel, perto da estação Atwater, com cultos em francês (meio-dia) e em ingles (17h). Estamos frequentando o culto em francês, que foi onde fui chamado para tocar! Lá possuimos amigos queridos que sempre estão prontos para nos ajudar.


Bem gente, isso são algumas novidades!! Grande abraço,
Jef

Precisou? Dançou!

Publié par Raïssa Lages | | Posted On lundi 8 novembre 2010 at 16 h 08

Amigos, escrevo hoje de meu computador, em casa. Estou doente desde quarta, o que ja faz 6 dias. Tive uma virose (eu presumo) de um jeito tão devastador que nem sei com o que comparar. Nunca tive dengue, mas deve ser bem parecido. febres altissimas, fraqueza, corpo todo doído e muita secreção, seguida de ataques de tosse. Como se não bastasse, tomei um antibiótico que me deu dores fortíssimas no estômago (por conta de minha antiga gastrite) e o remédio que tomei para cessar a dor me deu alergia e fiquei toda empelotada e coçando. Assim, estou me intoxicando diariamente com essa dose que deve acabar hoje, sem poder voltar atrás (apesar de parecer loucura) porque aqui não se compra antibiótico sem ver um médico e aqui começa a real razão de estar escrevendo...Aqui no Quebec, precisou? Dançou. regras básicas já aprendidas, porém apenas agora confirmadas:

1) Só vá para a emergência dos Hospitais se estiver morrendo.
2) 40 graus de febre não é doença, nem prioridade.
3) Crianças a adultos valem a mesma coisa e têm a mesma capacidade de espera.

Vou começar pela experiência de ontem, para depois relatar nossas outras tristes situações de necessidade médica no Canadá.

Ontem nanda passara a madrugada com 39.7 de febre, o que assustou muito. Eu estava doente já há alguns dias e não queria que ela passasse a mesma coisa. Resolvemos levá-la ao médico, no lugar de receitá-la via consulta Skype com minha mãe médica. Chegamos no Hospital as 11 da manhã. O hospital é apenas para crianças e se chama St. Justine. Muito arrumadinho e com apenas umas 12 famílias na espera, achamos que valia a pena esperar umas 2h por uma consulta de emergência. A triagem foi feita em minutos e deram-nos a epera de 3h. Pensamos que essa seria a pior hipótese e quase impossível, tendo em vista a quantidade pequena de pessoas na espera. Ocorre que se passaram 4 horas e ninguém nos chamou. Nesse momento, fui atrás da enfermagem para saber porque já se passavam de 4h e disse que minha filha estava com 39.9 de febre e que precisava tomar algo. Mandaram-me esperar, de uma forma bem grossa e tipicamente quebecois. Dei remédio pro conta própria. O que aconteceu é que depois de muito tempo, chamaram-na novamente para uma triagem, e mais uma vez, ela não era prioridade, porque ela estava com a febre baixa (eu ja havia dado meu remédio). Enfim, após 5h, mandaram-nos para a sala do médico. "Agora vai!", pensamos. Bem, após 2h na sala SEM NINGUÉM NOS VER, resolvemos ir para casa. Eu havia ido atrás de alguém que me dissera "ela é a 5a", o que não significava nada, porque toda vez que chegasse alguém com qualquer coisa pior do que ela, passaria na frente. Nessas horas, todos têm pitacos, opniões e conselhos. Ouvi, ao menos umas 20 vezes, de pessoas diferentes, que quando Fernanda tiver doente, não deveria levá-la ao Hospital, mas à Clínica, que se for particular, pagamos 40,00 dolares por inscrição e 20,00 à cada consulta. Muito bem, concordo, vale muito à pena, somos atendidas na hora, como gente, contudo não há raio-X e nem atendimento no fim de semana. Jef hoje foi trabalhar e não tem quem nos leve "numa clínica" e ai??? Como fica??? É muito difícil contar com um sistema tão precário. Os hospitais parecem enormes, muitos, mas parecem não ter médicos. Para quem morou no 2o maior pólo hospitalar do Brasil, cresceu com uma mãe médica e graças a Deus, teve sempre o privilégio de ter planos de Saúde, parece impossível conseguir levar essa brincadeira de falta de assistência à sério. Nossas outras experiências foram também terríveis. Uma, no Hospital Rosemont, com 4h30min de espera e acabamos indo para casa sem atendimento, para nanda, há cerca de 3 meses. Lá ainda era pior, porque havia macas pelos corredores, acho que proporcionalmente, deve ser a restauração daqui. Outra vez, logo que chegamos, jef teve uma crise de coluna e teve mais sorte, esperou um pouco menos de 5h e foi atendido pelo médico e receitado. Também teve a experiência na nossa 1a visita ao médico de família (aqui não podemos marcar direto com o especialista, o médico de família que deve lhe encaminhar, se assim ele achar melhor, caso contrário, você não pode). Bem, chegando lá, eu disse "no Brasil, eu era acompanhada por vários médicos" (gerlamente temos gineco, dermato e endocrino, pelo menos). O médico disse "diga-me 3 problemas". Já pensou??? Saí de lá com um encaminhamento para o gineco, para o gastro e com um pedido de exame de sangue. Fernanda foi olhada em segundos e nem a encaminhou ao Pediatra, porque aqui, mesmo os bebês, só vão ao pediatra quando doentes. Resumindo, ele nos atendeu em 5 minutos, sem mentira. Ah! E a última foi semana passada, na segunda, quando precisei sair da escola porque nanda estava com uma diarréia muito forte há 3 dias e fui a um CLSC, como uma clínica pública, porém somos atendidos por uma enfermeira, que nos aconselha, pois não pode prescrever (então, qual a utilidade???). Enfim, falei para a enfermeira sobre mim e nanda 9ambas com os mesmos sintomas) e ela, na mesma hora, se levantou e disse "tem que ir ao hospital fazer exames". Pronto! Só isso! Pense num atendimento! É porque não tenho dom para saúde, senão faria essa bendita de enfermagem. Custa pouco, formatura de 2 a 3 anos e ganha uns 200 mil por ano, e de quebra, não precisaria ir nunca mais ao Hospital.
Bem, ontem, enquanto fique 7h nos hospital, oscilei entre raiva, ódio, impotência, insatisfação e tudo mais que passa na cabeça de uma mãe com sua filha, sem forças, ardendo em febre, espera numa sala de emergência. Isso para mim, parecia mais do que um motivo para voltar para o Brasil. Pensem na raiva! Depois, convencida que minha raiva não muda em nada as coisas, resolvi me ajoelhar quando jef havia saído da sala do médico para colocar moedas pela 5a vez no parquímetro. Orei e clamei por misericórdia. Quando jef voltou, resolvemos ir para casa e oramos mais uma vez. No carro, fomos louvando e a raiva já foi trocada por alegria. Já estávamos, apesar de exaustos (eu ainda estava doente) brincando com nanda e sorridentes. Ao chegar em casa, de forma bem inesperada, encontramos com uma vizinha que levou Fernanda à uma outra vizinha brasileira, que estuda enfermagem, cujo pai é medico. Após pouquíssimos minutos, nanda foi diagnosticada com amidalite, o pai dessa colega já prescreveu o remédio com base no peso de nanda e graças aos remédios trazidos do Brasil, nanda já começou a ser tratada e hoje, quase 20 horas depois, não apresenta mais febre. Glória a Deus que cuidou de nanda e tratou, mais uma vez, nossa carne e perseverança. Se gostei, de jeito nenhum! Se acho que esse sistema de saúde funciona? Não há quem ache. Você está em dúvida entre a parte Inglesa e Quebec? Vá para a Inglesa! Quebec é o lugar mais atrasado do Canadá. Ainda compartilharei sobre os atendimentos nas lojas para vocês ficarem boquiabertos. Entretanto, estamos aqui porque foi aqui que o Senhor nos colocou. Pode ser hoje e amanhã não. Por enquanto, viveremos na dependência de Deus, o médico dos médicos, para cuidar de nossa família.

Aos que tiverem episódios de doenças, com crianças, durante a semana, essa clínica foi testada e aprovada:
http://www.clubtinytots.ca/nos_services.html
Anotem porque vale a pena e podemos precisar.


Aos que ainda chegarão, não tragam menos do que: dois tipos de antibióticos infantis e dois adultos, antiinflamatórios, antialérgicos para as crianças e para os adultos, dois tipos de remédios de verme, remédios para gastrite, remédios para fungo, pomadinha com corticóide, xarope mais forte para secreção, Allegra infantil e adulto, Fenergam (porque esses só vendem sob prescrição). Apesar de se comprar em qualquer lugar, é bom não esquecer de um Mylanta, Tylenol, Otossinalar, Alivium, Dramim e qualquer outro com o qual vocês está acostumado a contar.

TÔ NA ÁREA

Publié par JEF | | Posted On vendredi 22 octobre 2010 at 23 h 59


TRABALHO







Gente, estou muito feliz, pois Deus me deu o presente de poder trabalhar em minha área de formação, que era o que eu estava almejando há muito tempo e o que todo imigrante busca ao chegar aqui.

Na verdade três semanas atrás eu tinha entrado no Canadian Tire uma empresa tipo a Tend Tudo onde eu estava trabalhando na seguraça dos caixas fiscalizando o trabalho deles e organizando os carrinhos de compras. Não era o trabalho dos sonhos, mas era muito bom para a primeira experiência aqui. Tive outra experiência em uma loja de roupas, mas era temporário e sem contrato. No Canadian pelo menos eu estava com contratação, só que o lado ruim era que era no fim de semana, e tava sendo muito ruim para Raissa e Nanda pois não estavam podendo passar mais tempo comigo, e eu com elas. Raissa chegou até a me pedir para sair de lá, mas oramos, conversamos com o pastor da igreja que frequentamos, e de comum acordo achamos melhor eu continuar. Com esse trabalho eu também não estava mais podendo tocar na igreja, mas como Deus é muito bom e sempre prova a nossa fé, na segunda feira desta semana eu recebi uma ligação de uma empresa chamada Affiliated ( www.affiliated.ca ), que uma amiga brasileira daqui tinha me indicado. Esta empresa é uma empresa de brokerage, ou seja de assessoria, em logística. Nela estou trabalhando no setor de contas à pagar, de segunda a sexta, das 8:30 às 17h. Ou seja, perfeito.

O engraçado que eu não achava nunca que eu iria entrar nessa empresa, porque não fui bem na entrevista. Depois de milhões de entrevistas, eu estava com quatro possibilidades, das quais uma eu sabia que iria engatar. A primeira era a do Canadian Tire, da qual a entrevista foi moleza, pois fiz com uma venezuelana muito simpática que também era imigrante ( ah, aos que buscam emprego aqui, torçam para fazer entrevista com algum imigrante, porque são outros quinhentos ). A segunda possibilidade era de uma empresa de gestão de informação de produtos químicos, onde fiz uma entrevista da qual saí crente que iria ser contratado. A terceira foi de uma empresa que presta assessoria de RH para contratar trabalhadores da área de contábeis e finanças. Nessa entrevista eu fiz um teste de setor financeiro, e passei. E a quarta era a do Affiliated, onde eu não tinha me saído muito bem na entrevista com o Controller da empresa. Ele me disse que eu não estava seguro nos termos técnicos de contabilidade, o que me deixou super desanimado. Mas como é Deus nos surpreende sempre, depois de mais de um mês ele ligou perguntando se eu tinha a Carta Priime (que é um subsidio do governo aqui que paga parte do salário do imigrante como incentivo para a empresa). Depois que eu mandei durou quase um mês para eles me ligarem novamente.

Ufa, tudo deu certo, e aqui estou eu no escritorio. Ele se localiza bem no centro (que na minha opiniao é a parte mais bonita e chique da cidade). Lá eu falo ingles e francês o tempo todo. A minha equipe, com exceção dos gerentes e supervisores, são todos imigrantes, uma afegã que só fala ingles, dois indianos que so falam ingles, um cubano que so fala francês (que é o mais legal e está mais me ajudando) e eu. Lógico que eles são bilingues (na verdade quadri, quinca ...) , mas só querem falar uma língua. Aqui é assim, é difícil entrar no mercado, mas depois que entra a pessoa fica cheia de direito. No meu primeiro dia houve uma reunião que foi muito dinamica. Alguns falavam em inglês e outros em francês. Eu gosto muito dessa dinâmica, principalmente com o historico do francês daqui, porque os francófonos eram chamados de iletrados e rusticos, e houve lutas e mortes por causa disso. Por conta disso muitos dos francofonos aqui realmente sentem raiva do inglês, e há sempre uma disputa. Existe uma lei aqui ( a 101), da qual fiz até minha apresentação na francisação, que é para proteger a língua francesa da língua inglesa cada vez mais dominante.

Algumas provincias francofonas daqui já perderam praticamente todo o dominio da lingua francesa, passando a falar ingles somente. O Quebec luta firmemente contra isso.


FRANCISAÇÃO


Bem, sobre a francisação, eu particularmente adorei pois me deu uma fluência muito boa. Sou realmente outra pessoa hoje no francês, pois temos que aprender o francês quebecois de toda forma para podermos entrar no mercado de trabalho.

Na minha classe havia sete alunos brasileiros, então imagina a farra, era churrasco o tempo todo. A turma se engajou muito por nossa conta e a professora se apaixonou pela turma, e disse que foi a melhor turma dela até agora. Ela chegou até a ir para um dos churrascos.

Na francisação eu fiz uma apresentação sobre musica brasileira, uma apresentação sobre a lei 101 e algumas outras apresentações. Hoje foi o meu ultimo dia e tive que avisar no trabalho que iria chegar atrasado porque teria que fazer a ultima prova para poder receber o certificado. A francisação foi muito importante para mim, até para lutar contra a ansiedade do primeiro emprego e a pressão da adaptação que é de enlouquecer, mas que muita calma e fé a gente vence tudo.

Bem gente, agora que a poeira baixou um pouquinho, vou tentar escrever mais. O fato é que aqui a gente não pára e para poder escrever assim a gente tem que ir dormir tarde, depois de fazer todas as atividades domésticas.

Estou com saudades de todos, e amanhã estaremos aguardando a chegada de um casal muito especial nosso que é Israel e Mirela. Estamos super alegres com a vinda deles e também queremos muito a visita de todos.

Grande abraço,

Jef