JUVENTUDE QUEBECOIS X LIMITES

Publié par JEF | | Posted On jeudi 13 mai 2010 at 01 h 30

Gente,

Fiquei completamente chocado, impressionado e estarrecido com um evento que ocorreu hoje no metrô daqui de Montreal.

Eu já tinha notado logo desde o início, e já tinha lido em outros blogs a respeito, o problema de se impor limites aqui para uma criança.
Outro dia num supermercado eu vi uma criança berrando e batendo no carrinho de compras, todo mundo olhando indignado, e o pai fingindo que o filho nem estava ali, mas por que?.
Da mesma forma, Nandinha, não sei se de observar outras crianças daqui, começou a berrar em uma loja porque não queríamos dar o que ela queria, e muitas vezes repreendemos e até ficamos na eminência de dar umas palmadas, mas um senhor se aproximou e disse que o melhor seria dar o brinquedo para a criança porque alguma pessoa pensando que estávamos batendo na criança poderia ligar para a polícia, o que inclusive já havia acontecido com ele.

Ou seja, existe um temor generalizado de se tocar na criança e uma super proteção desequilibrada ao ponto dos pais não poderem disciplinar seus próprios filhos.

E o resultado disso tudo, foi o que vimos na estação hoje...

Eu, Raissa e Nanda entramos no metrô, Raissa sentou numa cadeira com Nanda e só havia uma cadeira sobrando, mas com duas pré-adolescentes (seus doze-treze anos), vestidas de aborrecentes "cool" daqui, ocupando mais uma cadeira com seus pézinhos e uma mochila de costas. Como isso para mim era normal no Brasil, nem liguei. Mas uma senhora na frente delas as disse em inglês: "Tirem os pés da cadeira!", "o que?" tirem os pés e a bolsa agora, pois tem gente que quer se sentar!!!"... essa senhora de repente se levantou, foi até elas, se sentou na marra... minha gente, pra quê essa senhora foi fazer isso... as aborrecentes começaram a humilhar no sentido mais profundo da palavra com palavras xulas, dizendo que ela tinha batido nelas (mentira, lógico) e poderia ser presa, dizendo que elas colocavam o pé onde queriam, dizendo que a senhora era louca, burra, estúpida, etc, perguntando se a senhora era americana, e zoando com o sotaque da mulher, dizendo ainda "olha eu sei falar inglês, mas você, sua burra, (e palavras mais baixas) não sabe falar francês" e ainda chega aqui querendo mandar...
Gente, o que foi aquilo? Elas passaram cerca de umas 10 estações humilhando essa senhora em voz alta , e o povo nem aí.
Pensei que no Brasil, com absoluta certeza alguem iria tomar as dores da senhora, ou até mesmo o povo se indignar com uma falta de respeito dessa, seriam no mínimo expulsas do ônibus ou metrô. Claro que existem coisas milhões de vezes piores do que isso no Brasil, mas é tudo relacionado à violência, estresse no trânsito e as demais mazelas do nosso país, mas aqui.... no primeiro mundo... isso é um quadro da doença que está se espalhando, ou já se espalhou há muito tempo, que é a falta de limites para as crianças.

A coisa chegou num nível tão crítico que uma delas se sentiu mal quando chegou na estação delas, e pediu desculpas dizendo que ela era 'uma pessoa melhor' do que ela mostrou ali, mas já a outra menina ainda atirou uma meia suja da escola na cara da senhora e saiu correndo.

Bem gente, com certeza ainda não vimos nada, nem isso poderia nunca nos desanimar de ficar por aqui, porque sabemos que podemos trazer luz para esse povo, mas espero que isso ainda seja apenas uma impressão falsa que estou tendo.
Amanhã, iremos visitar Quebec City, e espero não encontrar nada parecido por lá...

Au revoir

KD OS VIDEOS?

Publié par JEF | | Posted On mardi 11 mai 2010 at 01 h 42

Calma gente, não deletei os videos não! Eles apenas estão em outra conta. Para acessá-los basta clicar em www.youtube.com/user/recifecanada.

Au revoir!!

Feliz dia das mães, nossas queridas!!

Publié par JEF | | Posted On samedi 8 mai 2010 at 13 h 38









Ah! Achei que não ia fazer diferença, mas estar longe, num dia aparentemente comercial, é muito triste. Queria estar perto de minha avó para dizer como ela é especial, ligar para minha tia e contar-lhe como ela faz muito mais do que uma mãe faria, pensar em minha mãe e sentir saudades dos momentos que tivemos juntas ou talvez almoçar na casa de minha sogra e levar-lhe um presentinho porque ela é completamente, uma segunda mãe ou quem sabe dar um abraço na avó do meu marido que diria "mas hoje não é dia da avó", porém ficaria satisfeita com o cartão que lhe escreveria. Saibam que amamos todas vocês, nossas mães, mães de nossas mães e avós de fernandinha e todas vocês que atuam como verdadeiras mães, cuidando, aconselhando, orando...
fiquem na paz e se sintam beijadas e muito amadas! Passamos não só o dia de hoje, contudo TODOS OS DIAS pensando em vocês.

Também aproveito para dar parabéns à Tia Jackie, que fez aniversário nessa semana, à vovó Aline, que faz aniversário no dia 10, à minha cunhada Jana, pelo primeiro dia das mães, e à minha cunhada Michelle, por ser mãe de dois rapazes lindos!

Segue um texto que achei bem legal:“UMA PROFISSÃO CHAMADA MÃE”


Eu nem sabia que tinha outra profissão....
Uma mulher chamada Anne foi renovar a sua carteira de motorista.
Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão.
Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.
- "O que eu pergunto é se tem um trabalho", insistiu o funcionário.
- "Claro que tenho um trabalho", exclamou Anne.
"Sou mãe".
- "Nós não consideramos 'mãe' um trabalho.
- Vou colocar
"Dona de casa", disse o funcionário friamente.

Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei
em situação idêntica.
A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira,
segura, eficiente, dona de um título sonante.

- "Qual é a sua ocupação?" Perguntou.
Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplesmente
saltaram-me da boca para fora.
-
"Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas."
A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar
para o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem.
Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.
Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta,
no questionário oficial.
- "Posso perguntar", disse-me ela com novo interesse, "o que faz
exatamente?"
Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me
responder:
-
"Desenvolvo um programa a longo prazo(qualquer mãe faz isso), em
laboratório e no campo experimental
(normalmente eu teria dito dentro e

fora de casa).
- "Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi
quatro projetos (todas meninas).

Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda???),

o grau de exigência é em nível de 14 horas por dia (para não dizer 24 horas)."
Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou
de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente me abriu a porta.
Quando cheguei em casa, com o título da minha carreira erguido, fui
recebida pela minha equipe: uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3.
Do andar de cima, pude ouvir o meu novo experimento (um bebê de seis
meses), testando uma nova tonalidade de voz.
Senti-me triunfante! Maternidade... que carreira gloriosa!
Assim, as avós deviam ser chamadas
"Doutora-Sênior em
Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas".
As bisavós: "Doutora- Executiva-Sênior".
E as tias: "Doutora - Assistente". Eu acho!
Mande isto às mães, avós, bisavós e tias que conheças.

Uma homenagem carinhosa a todas as mulheres, mães, esposas, amigas, companheiras.
Doutoras na Arte de fazer a vida.

EM BUSCA DE TRABALHO, FRANCISAÇÃO E GARDERIE

Publié par JEF | | Posted On jeudi 6 mai 2010 at 04 h 58

Após tirar a papelada de documentação, agora só nos resta correr atrás das coisas mais básicas para a integração de uma família com filhos pequenos. Agora estamos batalhando por trabalho, francisação (curso de francês) e garderie (creche).

A Francisação foi o primeiro passo. Ao chegarmos aqui, só conseguimos um randez-vous para dia 30 de maio, e então hoje decidimos ir ao prédio da Francisação que fica na Estação Berri Uqam.
Ao chegarmos lá encontramos alguns colegas do curso de francês no Brasil que também estavam dando entrada no pedido de francisação. Olha gente, esse negócio tá díficil por aqui. A fila tá muito grande, e só tá prevista turma lá para agosto. Então porque não tenta trabalho? Estou tentando, só que a grande maioria pede bilinguismo, ingles e francês. De qualquer forma estou espalhando meu CV.

Uma outra opção de francisação é atravez de uma universidade com o Pret-et-Bourse (tipo um crédito educativo), mas é um investimento alto, porque a pessoa tem que desembolsar cerca de 600 dolares, para depois tentar um reembolso + ajuda de custo. Se a pessoa conseguir o pret et bourse, vale a pena porque só precisa devolver o dinheiro depois que já está empregado e pagando em prestações bem suaves.

Mais uma opção é o CACI, um centro de apoio aos imigrantes, que oferece francisação grátis + creche para deixar a criança enquanto estuda. É uma boa opção para nós, enquanto não começa a francisação do governo.

A creche também tem sido uma grande dificuldade. Elas variam de preço que vai de 7 a 40 dolares por dia. Quanto mais barato, mais dificil. O governo também reembolsa parte do valor gasto, que é de até por volta de 18 dolares(25 - 7, valor reembolsado pelo governo menos o valor da creche mais barata que eles estipulam).
Hoje achamos uma creche maravilhosa numa casa grande, com várias salas de brinquedo, leitura, cozinha, area de lazer externa, etc, e ainda num bairro que gostamos muito, St Luc. Só que o preço é salgadinho, 35 dolares. Impráticavel. Amanhã iremos no CACI mesmo tentar matar dois coelhos ao mesmo tempo. Se Deus quiser vai dar tudo certo.

Em questão de trabalho, estou mandando vários curriculos, e hoje fiquei acordado até de madrugada mandando CV para várias empresas. Depois irei ao Emploi Quebec, em alguma CLE (Centres Locaux d'Emploi) onde pedimos reembolso com tradução e pagamento de equivalência de diploma. Lá eles tiram xerox de documentos, ajudam na elaboração do CV e procuram vagas com a pessoa, só que já ouvi umas três pessoas dizendo que eles são grossos e impacientes.
Mas temos que encarar...

Agora, por outro lado, eu ainda não fui na Visão Mundial (onde trabalhei no Brasil por sete anos) daqui de Montreal tentar algo, e depois ainda irei procurar head hunters (corretores de emprego) para me auxiliarem nessa busca. Estou pedindo muito a Deus orientação nesse momento para poder conseguir logo e também ter cuidado para não aceitar algo que eu possa me arrepender depois. Mas não há necessidade para ansiedade agora, porque ainda têm muito chão pela frente.
Assim que conseguir algo, eu coloco aqui no blog.

Essa demora que estamos tendo para conseguirmos vagas nessas três coisas, é porque Montreal está inchada de imigrantes e refugiados. Nós brasileiros passamos por esse processo longo e bem criterioso, mas por outro lado muita gente vem para cá se refugiar e o governo os recebe de braços aberto, aí vem todo tipo de gente. Agora com os terremotos estão chegando cada vez mais... e os filhos deles têm prioridade nos auxílios do governo, principalmente se forem órfãos.
Então se me perguntarem se vale a pena Montreal, eu orientaria buscar uma cidade pequena, que é algo que eu e Raissa estamos pensando bastante. Guilherme e Vanessa já estão em Trois Rivieres e estão gostando muito, tudo funcionando perfeitamente e rápido para eles. Mas quem optar por Montreal mesmo assim, venha já sabendo o que lhe espera... o caminho é mais longo, mas a gente chega lá também.

Au revoir

Seta e Mike

Publié par Raïssa Lages | | Posted On lundi 3 mai 2010 at 10 h 24


Pessoal,
Quem nos acompanhou sempre ouviu falar "num casal da igreja, que nem nos conhecia, mas que nos ajudaram muito com o aluguel da casa". Pois é, eles não só nos ajudaram ao fazer o contrato do apartamento, como foram nos buscar no aeroporto. Tiveram o trabalho de pegar uma van emprestada, bem como uma cadeirinha para nanda. Ao chegarmos em casa, eles haviam feito uma feirinha, para garantir que teríamos o que comer nos primeiros dias - uma bênção. Ontem eles vieram nos ver pela noite, era a primeira vez que sentamos juntos desde nossa chegada. Como não podia deixar de ser, trouxeram o jantar, para não nos dar trabalho. Como só temos três talheres, jef teve que dar uma carreirinha na Mc Donalds para pegar talher de plástico. Foi muito legal tê-los aqui. Compartillhamos um pouco de nossas vidas e oramos juntos. Peço, aos que lembrarem, que estejam sempre orando por eles, que procuram sempre ajudar o próximo, não importa de onde venham. Fiquem na paz!

CESTA BÁSICA

Publié par JEF | | Posted On dimanche 2 mai 2010 at 01 h 49


Para quem não sabe, aqui têm várias missões de apoio ao imigrante onde distribuem alimentos, colchões, roupas e etc.
Na sexta-feira passada, eu fui com um amigo brasileiro pegar alguns alimentos numa missão chamada Bon Accueil. No dia anterior eu tive que ir lá para me inscrever. Eles são bastante organizados então primeiro temos que ir pessoalmente nos cadastrarmos com documentação e depois marcamos (essa pode ser por telefone, ou pessoalmente) para pegarmos as doações. Caso a pessoa marque e falte, a pessoa fica suspenso por um mês, podendo ser estendido e até suspenso caso haja reincidência, tudo isso para que outra família não deixe de receber.
Levamos um carrinho e uma sacola cada um, e saímos com tudo cheio de comida. Ao chegarmos a fila estava quilométrica, passamos uma hora na fila, mas vale muito a pena, pois na cesta vem pão, presunto, iogurte, biscoito, macarrão, arroz, batata, vagem, repolho, tomate, etc e tal. Agora temos que ficar ligados porque tudo está ou vencido ou para vencer o prazo de validade, e acabamos jogando uns três produtos fora por causa disso. Na hora é tudo tão rápido que não dá tempo de ver isso, porque você vai passando com a bolsa, e os voluntários vão colocando em sua bolsa, só dá tempo de dizer oui, ou non merci. Até brinquedo para nanda recebemos.
Segunda feira vou ligar para poder participar da distribuição de colchões, porque o colchão do proprietário é horrível de duro e estamos amanhecendo quebrados.
Existem outras missões de ajuda e vou procurar saber. As distribuições são semanais, mas só podemos pegar quinzenalmente em cada missão.
É gente, não podemos chegar aqui com pose nem frescura não, pois missão como essa nos ajuda bastante a economizar nossa graninha nos primeiros mêses.

Au Revoir

PS: Dêem uma olhada no post do NAS et Assurance Maladie, pois eu o completei.

Saudades, amigos

Publié par JEF | | Posted On samedi 1 mai 2010 at 12 h 44

Oi, gente! Bom dia. Primeiro, gostaria de dizer que vocês não fazem idéia como fico feliz ao abrir o computador todos os dias e ver os posts e mensagens de vocês! Leth e Tia Jaque, estamos com saudades também! Fernanda toma café todos os dias com torrada e queijo e sempre diz "gustavo come torrada com queijo. Doca faz para ele". Tão bonitinha...Hoje tentarei arrumar um pouco mais a casa, que, na verdade, está muito empoeirada. Ah! Oontem foi o dia de compras no Vilage - uma loja de roupas usadas. Comprei uma bota bem legal por 15,00 e casacos de frio, na faixa de 15,00, cada. Depois coloco umas fotinhas. Para quem não sabe, temos facebook, lá tem mais fotos de nossos dias por aqui. Fiquem na paz.